domingo, 23 de novembro de 2008

Ⓐ internacional Ⓐ







Hino dos trabalhadores de todo o mundo. 0 poeta francês Eugène Pottier (1816-1887) escreveu a letra do hino A INTERNACIONAL Em 1871. Como sabemos, em 1871 a Europa e o mundo foram sacudidos por uma revolução proletária conhecida como A Comuna de Paris. Esta revolução durou dois meses,até ser derrotada militarmente pela burguesia européia. Eugène Pottier, operário, participou deste acontecimento e estava curtido de revolução. A primeira publicação de seu poema foi em 1887, ano de sua morte.


O músico belga Pierre Degéyter (1848-1932), também operário, compós a música no ano de 1888, o mesmo ano em que o hino foi executado pela primeira vez pelos operários de Lille (França). Aqui no Brasil, temos registros de que A INTERNACIONAL era cantada nas manifestações e nos grandes eventos operários já no início do século pelos trabalhadores anarquistas, principalmente no Primeiro de Maio. Vemos então que o hino A Intenacional é proletária por sua letra, sua música, seus autores e o contexto histórico em que a obra foi concebida. 0 manuscrito original da composição musical encontra-se na Federation Musicale Populaire de Paris.


De pé. ó vitimas da fome de pé, famélicos da terra
Da idéia a chama já consome A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo de pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo Sejamos tudo ó produtores

BEM UNIDOS, FAÇAMOS NESTA LUTA FINAL UMA TERRA SEM AMOS A INTERNACIONAL BEM UNIDOS, FAÇAMOS NESTA LUTA FINAL UMA TERRA SEM AMOS A INTERNACIONAL

Senhores, patrões, chefes supremos Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos A terra mãe, livre, comum
Para não Ter protestos vãos Para sair deste antro estreito
Façamos nós com nossas mãos Tudo o que a nós nos diz respeito

0 crime do rico a lei o cobre O Estado esmaga o oprimido
Não há direito para o pobre Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos Não mais direitos sem deveres

Abomináveis na grandeza Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza Sobre o suor de quem trabalha
Todo o produto de que sua A corja rica o recolheu
Querendo que ela o restitua O povo quer só o que é seu

Nós fomos de fumo embriagados Paz entre nós guerra aos senhores
Façamos greves de soldados Somos irmãos trabalhadores
Se a raça vil cheia de galas Nos quer á forma canibais
Iogo verá que nossas balas São para os nossos generais

Pois somos do povo os ativos Trabalhador forte e fecundo
Pertence a terra aos produtivos Ó parasita deixa o mundo
Ó parasita que te nutres Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres Não deixa o sol de fulgurar


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